O trânsito de Guimarães, simulado carro a carro
Um dia útil inteiro, 150 mil viagens de automóvel, todas as rotundas e cruzamentos da cidade. Compara a rede de hoje com as vias novas do PDM, sozinhas e em conjunto, e vê o que muda em cada rua.
O PDM ainda não é a versão final. As vias novas foram desenhadas à mão a partir de uma imagem de baixa resolução do plano em revisão: os traçados, as ligações às ruas existentes e o perfil de cada via são aproximados e pouco fiáveis, e podem mudar na versão final. Os resultados de cada via valem para o traçado aqui assumido, não para o projecto que vier a ser feito.
Só a ligação Av. D. João IV – Parque da Cidade construída sobre a Ecovia: uma estrada contínua, com uma rotunda a meio.
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Passa o rato sobre uma rua para ver os veículos por hora. «Carros 8h–9h» mostra uma amostra dos automóveis simulados na ponta da manhã; «Premissas» mostra de onde vem a procura.
O que os resultados dizem
Resumo dos números desta página, com 5 dias simulados por cenário. O modelo ainda não foi calibrado com contagens de tráfego rua a rua: isto é uma avaliação para discutir, não um veredicto.
Não mostra efeito mensurável no trânsito da cidade. Sozinha (S1): −0,1% (intervalo de −0,7% a +0,6%) no tempo total ao volante; com a ligação à Circular (S3): −0,2% (intervalo de −0,7% a +0,3%). Os intervalos incluem o zero: a diferença não se distingue da variação normal entre dias.
De 739 a 867 veículos por dia e por sentido, conforme o cenário. Uma rua principal da cidade leva vários milhares.
O ganho existe, mas é local e pequeno. Com a via sobre a Ecovia (S1), as viagens de e para a zona do Campus da Justiça mudam −18 s e as da Costa −5 s, em viagens de cerca de 8 minutos; com toda a urbanização prevista (U1, face a U0), −19 s e −13 s.
A ligação Av. D. João IV – Urgezes é a via nova mais usada (de 3430 a 4940 veículos por dia e por sentido). Mesmo assim, com ela e a ligação à Circular (S2), o tempo total ao volante muda −0,1% (intervalo de −0,5% a +0,3%): o trânsito que ganha é trânsito que deixa outras ruas, não tempo poupado.
Todas as vias novas (S5): −1,1% (intervalo de −1,4% a −0,7%); sem a via da Ecovia (S4): −0,6% (intervalo de −1,1% a −0,2%). São ganhos pequenos, e desaparecem quando se conta o trânsito que as estradas novas atraem (S5 com procura induzida: +0,1% (intervalo de −0,5% a +0,7%)).
Com a via sobre a Ecovia (S1), o trânsito na avenida muda +0,1% (dentro do ruído) e a velocidade na ponta da manhã −0,6% (dentro do ruído). Com a ligação a Urgezes e sem a via da Ecovia (S2), o trânsito na avenida muda +30,3% e a velocidade na ponta da manhã −9,6%.
No centro (700 m à volta do Toural), a via sobre a Ecovia muda os quilómetros percorridos −1,1% e a velocidade na ponta da manhã +2,2% (dentro do ruído). A urbanização prevista (U0) abranda o centro na ponta da manhã −24,3% e aumenta o tempo perdido na cidade entre as 8h e as 10h +32,9%; as metas do PMUS (P0) reduzem-no −23,2%.
Sem obras, os novos fogos aumentam o tempo total ao volante +6,2% (intervalo de +5,2% a +7,1%) e o tempo perdido na ponta da manhã +32,9%. Na cidade, a via sobre a Ecovia evita 17% dessa piora e o PDM completo 36%. Onde se constrói, o efeito é maior: zona do Campus da Justiça, +14 s por viagem com os fogos e −19 s com a via; Costa, +7 s por viagem com os fogos e −13 s com a via; centro, +20 s por viagem com os fogos e −8 s com a via.
Duas linhas novas (Estação – Campus da Justiça e Centro – Costa), assumindo que 10% das viagens de carro junto às paragens em zonas hoje sem autocarro passam para o autocarro: nas ruas existentes (B1), o tempo total ao volante muda −0,1% (intervalo de −0,9% a +0,8%); com a via sobre a Ecovia e a linha do Campus a passar por ela (B2), −0,4% (intervalo de −0,7% a −0,2%). Pela via da Ecovia, essa linha deixa de passar pela Costa. Com os mesmos autocarros, a via não traz uma melhoria que se distinga: não é precisa para servir o Campus com transporte público.
Sem o Campus (H0, a cidade de hoje), o tempo total ao volante é +1,3% (intervalo de +0,6% a +2,0%) face à base com ele. No modelo o Campus não cria deslocações novas: concentra tribunais que já existem, e as viagens mudam de destino.
Se a repartição modal chegar à meta do próprio PMUS (automóvel de 64% para 40% das deslocações), o tempo total ao volante muda −18,6% (intervalo de −19,2% a −18,0%) face a hoje, com 0 de 5 dias em bloqueio geral. Nesse cenário, a via sobre a Ecovia muda-o −0,1% (intervalo de −0,8% a +0,6%) e o PDM completo −1,1% (intervalo de −1,8% a −0,4%), face a P0.
Construídos os lotes vazios (cerca de 2707 fogos em prédios de 4–5 andares na zona do Campus da Justiça, na Costa, junto ao Hotel de Guimarães e no Monte do Cavalinho) e aberto o novo Centro de Saúde, o tempo total ao volante muda +6,2% (intervalo de +5,2% a +7,1%) face a hoje (U0), com 0 de 5 dias em bloqueio geral.
Com toda a urbanização prevista (U1), a via sobre a Ecovia reduz o tempo total ao volante −1,0% (intervalo de −1,6% a −0,4%): cerca de −5 s por viagem, em média, e −19 s nas viagens de e para a zona do Campus da Justiça. Com a ligação à Circular (U3): −0,9% (intervalo de −1,3% a −0,6%); com o PDM completo (U5): −2,1% (intervalo de −3,5% a −0,6%).
Hoje, a via sobre a Ecovia não muda o tempo ao volante na cidade (−0,1% (intervalo de −0,7% a +0,6%)). O ganho é sobretudo local: −18 s nas viagens de e para a zona do Campus da Justiça e −5 s nas da Costa, em viagens de cerca de 8 minutos. Com os novos fogos e sem obras, o trânsito piora 6,2%; a via sobre a Ecovia evita 17% dessa piora e o PDM completo 36%, mais onde se constrói (−19 s na zona do Campus, −13 s na Costa). O PDM completo reduz o tempo ao volante 1,1%, mas esse ganho desaparece quando se conta o trânsito que as estradas novas atraem. Cumprir as metas do PMUS para 2030 reduz o tempo ao volante 19%, muito mais do que qualquer estrada nova. São ganhos a pesar contra a perda da Ecovia e contra alternativas como o transporte público. Quem propõe a obra deve apresentar o estudo que a justifica.
O que diz o PMUS de Guimarães
O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (versão final de 2018) define a política de mobilidade da cidade até 2030. Não é um modelo de tráfego, mas diz com clareza para onde a cidade quer ir. Citações da versão final (Fase III, Volume I).
«A Fase I foi recentemente concluída e permite a conexão nascente-poente, a sul da cidade de Guimarães, contudo encontra-se vocacionada sobretudo para a prática desportiva e de lazer, mas permitindo a interligação entre importantes polos de interesse do concelho», ligando o Parque da Cidade, a estação, o Pavilhão Multiusos e a Veiga de Creixomil. Corresponde à Ecovia, inaugurada semanas antes (Setembro de 2018). A Fase II é a rede ciclável da cidade, ligada a ela.
A Circular «provoca a descontinuidade urbana»; Urgezes, Azurém e outros aglomerados «apresentam-se desgarrados da cidade, sendo fundamental promover a sua conexão através dos modos sustentáveis de deslocação, neste caso, o ciclável». Não propõe novas vias para o automóvel.
A «sistemática construção de novas infraestruturas» tem contribuído «para o crescimento acentuado da utilização do transporte individual motorizado». O novo paradigma é «a utilização mais eficiente das infraestruturas existentes, agindo assim sobre a procura».
Automóvel de 64% para 40% das deslocações dos residentes; a pé de 23% para 30%; transporte público de 12% para 22%; bicicleta de 0,1% para 7%. Rede ciclável de 25 para 125 km; 400 automóveis por mil habitantes em vez de 465.
O PMUS aponta a Rua da Estação e a Avenida D. João IV como «eixos urbanos de significativa carga rodoviária». É aí que a via sobre a Ecovia começaria.
O modelo usa estes números como verificação: hoje gera 65% de deslocações em automóvel, perto dos 64% do PMUS. Os cenários P simulam a cidade com a meta de 2030 (40%).
O que muda na cidade inteira
Diferença face à rede actual, somada sobre todas as viagens de um dia útil. Cada cenário foi simulado 5 vezes com sementes aleatórias diferentes, como dias diferentes; o intervalo é de 95%. Se o intervalo inclui o zero, a diferença não se distingue da variação normal entre dias. Os dias em que a cidade entra em bloqueio geral contam nas médias, porque também fazem parte do cenário; são eles que tornam alguns intervalos largos.
Quem usa as vias novas
Veículos por dia e por sentido, em média ao longo de cada ligação. Uma rua urbana principal de Guimarães leva milhares por dia.
Todos os cenários lado a lado
Barras: diferença média face à rede actual (%). Traço: intervalo de 95% entre 5 simulações. Clicar num cenário selecciona-o no mapa.
Rua a rua
As ruas com mais tráfego na rede actual e o que lhes acontece no cenário escolhido. Veículos por dia e por sentido, em média ao longo da rua.
| Rua | Hoje | S1 | Diferença |
|---|---|---|---|
| Largo 25 de Abril | 9735 | 9609 | −1,3% |
| Largo do Toural | 8502 | 8437 | −0,8% |
| Rua Paio Galvão | 8498 | 8435 | −0,7% |
| Largo Condessa Mumadona | 7832 | 7667 | −2,1% |
| Alameda Mariano Felgueiras | 7640 | 7511 | −1,7% |
| Rua Padre Augusto J. Borges de Sá | 7230 | 7305 | +1,0% |
| Avenida Dom Afonso Henriques | 7199 | 7150 | −0,7% |
| Largo Santo Amaro | 6449 | 6435 | −0,2% |
| Praceta São Pedro | 6372 | 6415 | +0,7% |
| Rua de Santo António | 6324 | 6302 | −0,3% |
| Largo República do Brasil | 5757 | 5584 | −3,0% |
| Rua de Eiras de Baixo | 5727 | 5725 | −0,0% |
| Largo Bernardo Valentim Moreira de Sá | 5707 | 5632 | −1,3% |
| Avenida Alberto Sampaio | 5581 | 5542 | −0,7% |
| Largo Navarros de Andrade | 5469 | 5420 | −0,9% |
| Avenida de Santo Estêvão | 5275 | 5247 | −0,5% |
| Rua do Salgueiral | 5206 | 5247 | +0,8% |
| Rua Almirante Sousa Ventura | 5198 | 5146 | −1,0% |
| Avenida Conde de Margaride | 5087 | 4953 | −2,6% |
| Rua da Boucinha | 4940 | 4964 | +0,5% |
Diferenças abaixo de 3% ficam a cinzento: estão dentro da variação entre simulações. Menos veículos numa rua nem sempre é bom sinal: num cenário com mais bloqueios, passam menos carros porque ficam na fila. A velocidade de cada rua está no mapa, no modo «Tráfego».
E para quem vive ou trabalha perto?
Um ganho local pode desaparecer nas médias da cidade. Aqui está a duração média das viagens de automóvel que começam ou acabam em cada zona, e quanto muda em cada cenário (minutos por viagem, intervalo de 95%). Só os valores a negrito se distinguem da variação normal entre dias. U0 e P0 comparam com hoje; os restantes cenários U e P comparam com U0 ou P0, a mesma procura sem vias novas.
| Zona | Hoje | ||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Campus da Justiça / Parque da Cidade 4605 viagens/dia · raio 500 m | 8,3 min | −0,0 | −0,3 | −0,0 | −0,2 | −0,2 | −0,0 | −0,4 | −0,3 | −0,1 | −0,3 | −0,3 | −0,1 | −0,4 | −0,3 | +0,2 | −0,3 | +0,0 | −0,3 | −0,1 | −0,4 |
| Costa (encosta da Ecovia) 4352 viagens/dia · raio 600 m | 8,0 min | +0,0 | −0,1 | +0,2 | −0,0 | −0,1 | −0,0 | −0,2 | −0,1 | +0,0 | −0,1 | −0,1 | −0,2 | −0,3 | −0,3 | +0,1 | −0,2 | −0,0 | −0,2 | −0,2 | −0,4 |
| Urgezes 4570 viagens/dia · raio 600 m | 7,5 min | +0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,0 | +0,0 | −0,0 | −0,2 | −0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,2 | −0,2 | −0,2 | +0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,2 | −0,3 |
| Centro histórico (Toural) 33 170 viagens/dia · raio 400 m | 8,1 min | +0,0 | −0,0 | +0,3 | −0,0 | −0,0 | −0,0 | −0,1 | −0,0 | +0,0 | −0,1 | −0,1 | −0,0 | −0,1 | −0,0 | +0,3 | −0,1 | +0,0 | −0,1 | −0,1 | −0,2 |
Negativo = viagens mais curtas. Passa o rato sobre um valor para ver o intervalo de confiança.
Onde e quando o trânsito muda · S1
Nas avenidas principais, no centro (700 m à volta do Toural) e na cidade inteira, face à rede actual. Diferença média dos 5 dias simulados, emparelhados; só os valores a negrito se distinguem da variação normal entre dias. Muda de cenário no mapa.
| Onde | O quê | Hoje | S1 | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| Cidade inteira | Tempo perdido no trânsito 8h–10h | 1400 veíc.·h | 1402 | +0,1% |
| Tempo perdido no trânsito 17h–19h | 1107 veíc.·h | 1106 | −0,1% | |
| Centro | Quilómetros percorridos por dia | 62 738 veíc.·km/dia | 62 035 | −1,1% |
| Velocidade média 8h–10h | 18,3 km/h | 18,7 | +2,2% | |
| Velocidade média 17h–19h | 20,0 km/h | 20,2 | +0,6% | |
| Av. D. João IV | Veículos por dia, por sentido | 3762 veíc./dia | 3766 | +0,1% |
| Velocidade média 8h–10h | 22,3 km/h | 22,1 | −0,6% | |
| Velocidade média 17h–19h | 24,9 km/h | 25,3 | +1,3% | |
| Av. Conde de Margaride | Veículos por dia, por sentido | 5091 veíc./dia | 4957 | −2,6% |
| Velocidade média 8h–10h | 28,4 km/h | 28,4 | −0,2% | |
| Velocidade média 17h–19h | 28,1 km/h | 28,2 | +0,6% | |
| Alameda de S. Dâmaso | Veículos por dia, por sentido | 4042 veíc./dia | 3984 | −1,4% |
| Velocidade média 8h–10h | 14,9 km/h | 15,3 | +2,6% | |
| Velocidade média 17h–19h | 15,0 km/h | 15,6 | +4,0% | |
| Av. de S. Gonçalo | Veículos por dia, por sentido | 2896 veíc./dia | 2881 | −0,5% |
| Velocidade média 8h–10h | 28,1 km/h | 28,0 | −0,1% | |
| Velocidade média 17h–19h | 27,2 km/h | 27,5 | +1,0% | |
| Rua Padre António Caldas | Veículos por dia, por sentido | 4136 veíc./dia | 4094 | −1,0% |
| Velocidade média 8h–10h | 37,3 km/h | 37,3 | +0,2% | |
| Velocidade média 17h–19h | 37,1 km/h | 37,1 | +0,0% | |
| Av. Rio de Janeiro | Veículos por dia, por sentido | 879 veíc./dia | 853 | −2,9% |
| Velocidade média 8h–10h | 24,8 km/h | 24,1 | −3,1% | |
| Velocidade média 17h–19h | 30,7 km/h | 30,4 | −1,0% | |
| Rua Jaime Martins | Veículos por dia, por sentido | 285 veíc./dia | 307 | +7,5% |
| Velocidade média 8h–10h | 38,0 km/h | 38,3 | +0,7% | |
| Velocidade média 17h–19h | 39,4 km/h | 39,6 | +0,5% | |
| Alameda Mariano Felgueiras | Veículos por dia, por sentido | 7642 veíc./dia | 7514 | −1,7% |
| Velocidade média 8h–10h | 13,3 km/h | 13,3 | −0,4% | |
| Velocidade média 17h–19h | 22,0 km/h | 19,1 | −12,9% | |
| Via rápida | Veículos por dia, por sentido | 8844 veíc./dia | 8825 | −0,2% |
| Velocidade média 8h–10h | 61,7 km/h | 61,7 | +0,1% | |
| Velocidade média 17h–19h | 61,9 km/h | 62,0 | +0,1% |
Verde: melhor (menos veículos, mais velocidade, menos tempo perdido). Vermelho: pior. Passa o rato sobre uma diferença para ver o intervalo de confiança.
Tudo o que o modelo assume
Cada número abaixo pode ser discutido e mudado no ficheiro params.toml do modelo. Horizonte: 2030.
Quem vem de fora
Tráfego médio diário (TMDA 2021) nas estradas de entrada do concelho, segundo o diagnóstico do PDM, e quantos veículos entram por dia na área simulada. O total foi ajustado ao valor do PDM: 69 000 por dia (2019).
| Corredor | TMDA (PDM) | Entram na cidade |
|---|---|---|
| Noroeste · Braga | 33 606 | 20 486 |
| Poente · Famalicão | 41 524 | 17 832 |
| Sudoeste · Santo Tirso | 22 084 | 10 622 |
| Sul · Vizela | 19 459 | 9345 |
| Nascente · Fafe | 21 455 | 7389 |
| Total | 138 128 | 65 674 |
As entradas incluem residentes do resto do concelho (Censos 2021). 30% do tráfego de outros concelhos atravessa a cidade sem parar.
Equipamentos com dimensão própria
Construção recente (todos os cenários)
Fogos construídos depois dos Censos 2021, que por isso não aparecem nos dados do INE. Número indicado pela associação; como os edifícios exactos não estão identificados, estão distribuídos por um raio à volta do local.
| Zona do Campus da Justiça: construção recente (depois dos Censos 2021) (raio de 600 m) | 2000 fogos · 5000 pessoas |
Urbanização prevista (cenários U)
Lotes hoje vazios construídos com prédios de 4–5 andares: cerca de 144 fogos por hectare de lote, 2,5 pessoas por fogo (Censos 2021). Áreas medidas em imagem de satélite. Inclui as ruas do Monte do Cavalinho.
| Zona do Campus da Justiça: terrenos urbanizados | 1200 fogos · 3000 pessoas |
| Monte do Cavalinho (Endutex): habitação | 403 fogos · 1008 pessoas |
| Monte do Cavalinho (Endutex): supermercado | 50 empregos · 450 visitas/dia |
| Quarteirão junto ao Hotel de Guimarães | 600 fogos · 1500 pessoas |
| Costa: lotes entre as torres | 173 fogos · 432 pessoas |
| Costa: lote terraplenado | 72 fogos · 180 pessoas |
| Costa: campo a sudoeste | 259 fogos · 648 pessoas |
| Centro de Saúde da Encosta da Penha (2026) | 120 empregos · 1050 visitas/dia |
Motivos e taxas de viagem
| Casa → trabalho | 0,55 viagens/pessoa/dia |
| Casa → escola / universidade | 0,55 viagens/pessoa/dia |
| Casa → compras e serviços | 0,35 viagens/pessoa/dia |
| Deslocações durante o dia | 0,25 viagens/pessoa/dia |
Probabilidade de ir de carro: até 78%, crescendo com a distância (metade a 1,2 km). Nos Censos 2021, 72,6% das deslocações pendulares em Guimarães foram de automóvel. 1,6 pessoas por carro.
A que horas
Peões, autocarros e estacionamento
No centro, o trânsito não é só carros a circular: é quem atravessa, o autocarro parado na paragem, quem estaciona e quem descarrega. O modelo simula as quatro coisas.
Do OpenStreetMap. Nas marcadas, o carro pára para quem atravessa. 17 594 deslocações a pé por dia: a parte não motorizada das viagens curtas (a probabilidade de ir a pé cai com a distância, metade a 1,0 km).
Todos os horários da Guimabus num dia útil de aulas (GTFS oficial), em 450 paragens. O autocarro pára na via pelo menos 20 s; quem vem atrás espera ou ultrapassa pela via contrária se estiver livre.
Das viagens de carro que começam ou acabam numa rua local. Ao chegar, o carro pára 8–15 s na via para estacionar em paralelo; ao sair, arranca parado.
De 961 entregas por dia (0,6 por loja), 25% param na via 3–10 minutos, sobretudo de manhã.
Vias novas do PDM no modelo
Traçados aproximados: o PDM está em revisão e só existe uma imagem de baixa resolução das vias propostas, sem projecto. A posição exacta, as ligações e o perfil de cada via podem ser diferentes na versão final. Cada via foi traçada à mão sobre essa imagem, como um percurso contínuo que só liga à rede nas pontas e nos cruzamentos desenhados. Nenhuma via nova liga directamente à faixa da via rápida: a ligação à Circular termina no nó existente da EN101, que o PDM redesenha. As vias que seguem uma rua existente em mais de metade do percurso são requalificações e não mudam a rede simulada. Onde o desenho acaba antes de uma rua, a ponta liga à rua mais próxima (4 casos, 60–125 m, assinalados como «ligação assumida»). Ficaram de fora, por serem ambíguas na imagem: traços cortados pela borda da imagem, os ramais e laços do nó da Circular, pequenos traços a oeste do estádio e os troços curtos ao longo da linha do comboio.
Como funciona
- Rede. Todas as ruas da cidade até à Circular (EN101, EN105, EN206), com rotundas, semáforos e vias de viragem, a partir do OpenStreetMap.
- Procura. Quem vive onde (Censos 2021, por quarteirão), onde se trabalha, estuda e compra (OpenStreetMap e equipamentos com dimensão própria), e a que horas. Um modelo gravitacional liga cada origem a destinos, com a probabilidade de ir de carro a crescer com a distância.
- Tráfego de fora. Os volumes nas estradas de entrada do concelho publicados no diagnóstico do PDM, com as entradas na cidade próximas das cerca de 69 mil por dia que o próprio PDM estima (o modelo dá 65 674).
- Simulação. Cada automóvel escolhe o caminho mais rápido e muda de percurso a cada 2 minutos se houver congestionamento, também para usar as vias novas. Os condutores aceitam intervalos mais curtos à medida que esperam, como na prática local (os valores por omissão do simulador são demasiado tímidos e bloqueavam rotundas e cruzamentos); um veículo parado mais de 2 minutos é retirado e conta como bloqueio (com 5 minutos, o simulador não desfaz certos nós em que os carros esperam uns pelos outros e a cidade inteira encrava; o valor mais baixo funciona como válvula). Na mesma rede circulam os autocarros da Guimabus com os horários reais, os peões que atravessam nas passadeiras, os carros que estacionam na rua e as carrinhas de entregas. Simulador: Eclipse SUMO.
- Vias do PDM. Georreferenciámos a imagem das vias propostas sobre o OpenStreetMap (erro médio de 12 m) e acrescentámos à rede os troços novos, com uma via por sentido a 50 km/h. São traçados aproximados de um plano ainda em revisão, não projectos de execução.
O que o modelo ainda não faz
- Não está calibrado com contagens rua a rua. Para um modelo final são precisos equipamentos de contagem de tráfego e dados sobre o percurso dos veículos (de onde vêm e para onde vão), além dos dados da Câmara e da Infraestruturas de Portugal.
- Autocarros só da Guimabus: as linhas intermunicipais (Transdev e outras) não têm horários abertos e ficam de fora. A paragem dura sempre pelo menos 20 s; não há passageiros simulados.
- Peões só das viagens curtas dos residentes: turistas, visitantes e quem sai do autocarro não entram, por isso as passadeiras do centro histórico têm menos gente do que na realidade. Sem bicicletas.
- O estacionamento na rua e as descargas em segunda fila não foram medidos: ajustámo-los até os autocarros da Guimabus andarem a cerca de 10 km/h na hora de ponta, o valor do PDM. Com valores mais altos a cidade bloqueava. A procura de lugar (andar às voltas) não está simulada.
- A escolha do modo é um parâmetro, não um modelo: uma via nova não tira ninguém do autocarro nem põe ninguém a andar a pé.
- A procura é a mesma em todos os cenários, excepto nos cenários U (que juntam os novos fogos, o Centro de Saúde e o Monte do Cavalinho, e se comparam entre si) e nas variantes «procura induzida», que acrescentam viagens onde a via nova poupa tempo (elasticidade −0,5, com tempos em via livre: subestima o efeito em corredores congestionados).
- O número de vias, os planos semafóricos e as viragens proibidas vêm do OpenStreetMap e não foram revistos no terreno.
- Um dia simulado em que o congestionamento dispara (mais do dobro dos carros presos de um dia típico de hoje) conta como «dia em bloqueio geral», com o mesmo limiar para todos os cenários, e entra nas médias. Com só 5 dias por cenário, um dia destes pesaria muito. Carros presos mais de 2 minutos são retirados e contados como bloqueios, o que subestima o atraso nesses casos.
- A dimensão do Campus da Justiça, do hospital e do campus de Azurém são estimativas nossas, assinaladas nas premissas. Corrigimo-las assim que houver números oficiais.
- O PDM estima que as entradas na cidade possam chegar a 100 mil por dia depois da pandemia. Com 65 674, os congestionamentos são provavelmente subestimados.
Versão 08a4ae9 · gerada a 2026-09-27